quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Irritação master

Ontem foi dia de ficar irritado.
Não foi o trabalho, nem a faculdade, nem a namorada (que diga-se de passagem, eu amo muito), não foi o tempo, o transito nem o ônibus lotado.
Estava voltando da faculdade quando um sujeito mal vestido entra no ônibus, e passa por baixo da catraca (não admito ter que pagar e ver esses vagabundos andando de graça), até aí, ficou só aquela irritação básica, mas ele não tinha feito nada.
Fiquei de olho no fulano pq em outra ocasião semelhante ele já havia criado confusão no ônibus quando ficou encoxando uma moça que estava em pé na frente dele.
O inútil parou de frente de uma moça e mesmo com lugares vazios ficou por lá se esfregando, mas ele não tinha desculpa pq o ônibus estava vazio.
Quando chegamos no Tietê a merda do ônibus encheu de vez, foi quando uma menina que entrou passou por ele, e ele tratou logo de ficar logo atrás dela.
Meu sangue subiu, mas o que mais me irritou foi não ter coragem de fazer alguma coisa... Fiquei mais irritado ainda quando eu falei para ele dar um passo pro lado para que saísse daquela situação e ele simplesmente colocou a mão na frente pra ela não passar.
Me irritou de verdade não ter feito nada, a sensação de impotência, não pelo babaca, mas pela covardia.
Sei que não sou o Batman, não saio por aí enchendo quem eu quero de porrada, e no fim, tremendo de raiva me perguntei: Qual o preço que eu estou pagando pela minha civilidade?
e hoje escrevendo aqui me pergunto: De que adianta tanta civilidade se isso me torna um covarde?
Realmente fiquei incomodado (e ainda estou) com aquilo tudo, poderia simplesmente armar um barraco dentro do ônibus e não o fiz, não conhecia a menina, mas não engulo esse tipo de coisa...
Será que a covardia de ontem é o preço que pago por ser "culto", "civilizado", "Estudado"?
Quem é mais culto? Quem armou um barraco por se defender ou defender o próximo, ou o que não faz nada para não criar uma situação de embaraço ou por medo do que poderia acontecer?
Não sei a resposta, sei apenas que hoje me sinto um covarde.

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